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Governo anuncia novas medidas para conter alta dos combustíveis

Após a recente disparada das cotações internacionais do petróleo, o Governo Federal anunciou, nesta quarta-feira (9), novas medidas para reduzir os impactos da alta dos combustíveis no mercado brasileiro.

As ações, formalizadas por meio de decreto e medida provisória, incluem a redução temporária da tributação sobre a gasolina e o etanol hidratado, além da criação de uma nova subvenção econômica para o diesel de uso rodoviário.

Principais medidas

  • Gasolina: redução de R$ 0,63 por litro na carga de PIS/Pasep e Cofins;
  • Etanol hidratado: alíquotas de PIS/Pasep e Cofins zeradas;
  • Diesel: subvenção inicial de R$ 1,00 por litro, com possibilidade de alteração conforme as condições de mercado;
  • Prazo para gasolina e etanol: de 10 de setembro a 5 de outubro;
  • Diesel: o mecanismo poderá ser alterado, interrompido ou prorrogado de acordo com a evolução do mercado.

Nova subvenção ao diesel

A Medida Provisória autoriza a União a conceder subvenção econômica a produtores e importadores de óleo diesel de uso rodoviário enquanto persistir a instabilidade na oferta de combustíveis relacionada aos conflitos geopolíticos.

O desconto deverá ser aplicado diretamente ao preço de venda do combustível, e os agentes que aderirem ao programa deverão registrar o abatimento no documento fiscal.

O valor inicial da subvenção foi estabelecido em R$ 1,00 por litro, podendo ser alterado pelo Ministério da Fazenda de acordo com as condições do mercado e a disponibilidade de recursos.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) será responsável pela habilitação dos participantes, pelo acompanhamento dos preços e pela operacionalização do pagamento da subvenção.

A medida também considera a dependência brasileira das importações. Segundo o Governo Federal, mais de 25% do diesel consumido no país é importado, aumentando a exposição do mercado doméstico às oscilações das cotações internacionais.

Redução da tributação sobre a gasolina

Para a gasolina, o Governo optou pela redução temporária da carga tributária.

Entre 10 de setembro e 5 de outubro, as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins incidentes sobre a importação e a comercialização da gasolina e de suas correntes, com exceção da gasolina de aviação, serão reduzidas.

A diminuição representa R$ 0,63 por litro. Com a alteração, a carga tributária total sobre a gasolina passa a R$ 0,16 por litro.

A nova medida substitui e amplia os efeitos da subvenção de R$ 0,44 por litro anteriormente prevista para a gasolina, cuja vigência se encerra nesta quarta-feira (9).

Para o etanol hidratado, utilizado diretamente como combustível, as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins serão zeradas, representando uma redução de R$ 0,19 por litro.

Pressão sobre o mercado internacional

As novas medidas ocorrem em um cenário de elevada volatilidade no mercado internacional de petróleo.

De acordo com o Governo Federal, o petróleo Brent voltou à faixa de US$ 100 por barril, acima dos níveis observados antes do agravamento dos conflitos no Oriente Médio. A elevação das cotações internacionais pressiona os custos de produção, refino e importação dos combustíveis.

Outro fator de preocupação é o Estreito de Ormuz, importante rota estratégica para o transporte mundial de petróleo. Antes da escalada dos conflitos, cerca de 20% do petróleo mundial passava pela região.

Nesse contexto, o objetivo das medidas é amortecer temporariamente os efeitos do cenário internacional sobre os preços dos combustíveis no mercado doméstico.

Crédito extraordinário de R$ 6,6 bilhões

Para financiar a política de subvenção, o Governo Federal também abriu um crédito extraordinário de R$ 6,6 bilhões, por meio da Medida Provisória nº 1.389, publicada nesta quarta-feira no Diário Oficial da União.

Do total, os recursos serão distribuídos da seguinte forma:

  • R$ 5,607 bilhões para a subvenção à produção e à importação de diesel de uso rodoviário;
  • R$ 998 milhões para a subvenção à produção e à importação de combustíveis derivados de petróleo.

Os recursos serão executados pelo Ministério de Minas e Energia, enquanto a ANP ficará responsável pela operacionalização dos pagamentos.

Por se tratar de crédito extraordinário destinado a despesas emergenciais e imprevisíveis, os valores ficam fora do limite de despesas estabelecido pelo arcabouço fiscal, conforme as regras aplicáveis.

Medidas têm caráter temporário

As medidas anunciadas dão continuidade à política de contenção dos preços dos combustíveis adotada pelo Governo Federal desde maio.

A escalada das cotações internacionais do petróleo, influenciada pelo agravamento dos conflitos no Oriente Médio, levou o Executivo a ampliar os mecanismos de intervenção para reduzir os impactos sobre os consumidores brasileiros.

Segundo levantamento do site GlobalPetrolPrices.com, entre fevereiro e setembro de 2026, a gasolina acumulou alta de 3,3% no Brasil, enquanto o avanço médio mundial foi de 20,8%. No diesel, a alta brasileira foi de 7,3%, diante de uma elevação média de 30% no mundo.

As novas medidas possuem caráter temporário e poderão ser ajustadas conforme a evolução dos preços internacionais, das condições de oferta e da disponibilidade orçamentária e financeira.

Fonte: Agência Brasil

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Entre as principais medidas estão: – Perdão de dívidas: remissão de débitos tributários federais abrangidos pela lei, incluindo contribuições previdenciárias, multas e juros. – Novo teto de faturamento: limite anual de R$ 110 mil em 2027 e de R$ 140 mil em 2028. – Contratação de funcionários: possibilidade de contratar até dois empregados nas atividades contempladas pela nova regra. – Nota fiscal: dispensa de emissão nas operações com pessoas físicas, conforme o decreto assinado pelo presidente. – Dívidas bancárias: previsão de renegociação com descontos por meio de leilões com instituições financeiras. – Compras públicas: ampliação das oportunidades de participação em contratações governamentais. Como funciona o perdão? A lei prevê a remissão de débitos tributários federais abrangidos pela medida, constituídos até 13 de outubro de 2026. O benefício inclui o valor das contribuições previdenciárias em atraso, além de multas, juros e encargos relacionados. 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A mudança busca permitir que os empreendedores aumentem suas receitas sem precisar deixar imediatamente o regime simplificado por ultrapassar o teto atual. – Até 2026: teto de R$ 81 mil; – A partir de 2027: R$ 110 mil; – A partir de 2028: R$ 140 mil Os novos limites passam a valer nas datas previstas pela lei. O enquadramento continuará condicionado ao cumprimento dos demais requisitos exigidos para ser MEI. Quantos funcionários? A legislação amplia para até dois empregados o limite de contratação nas atividades abrangidas pela nova regra. Os trabalhadores deverão receber, no mínimo, um salário mínimo ou o piso salarial da categoria profissional. A ampliação não deve ser interpretada como uma autorização irrestrita para todos os MEI: é necessário observar quais atividades estão contempladas e as condições específicas previstas na legislação. O que muda na nota fiscal? 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A proposta é realizar leilões a partir de novembro, com participação de bancos privados. As instituições deverão oferecer descontos mínimos de 90% sobre os saldos devedores para participar da operação, conforme as condições anunciadas pelo governo. A expectativa oficial é alcançar cerca de 1,6 milhão de MEI inadimplentes. A compra ou renegociação das dívidas bancárias é uma medida diferente do perdão de débitos tributários com a União e depende das regras específicas da operação. E o Pix de R$ 5 mil? O pacote anunciado inclui a previsão de um auxílio de até R$ 5 mil para investimento na estruturação de pequenos negócios, chamado de Pix MEI. A proposta prevê recursos entre 2027 e 2030, com prioridade para mulheres empreendedoras e MEI com faturamento anual de até R$ 40,5 mil. O dinheiro deverá ser aplicado na aquisição de bens que contribuam para o desenvolvimento produtivo da atividade. A iniciativa também prevê orientação e assistência aos beneficiários, com apoio de parceiros como o Sebrae. A previsão de recursos, no entanto, não significa que o dinheiro esteja disponível para saque imediato. O acesso dependerá da implementação do programa e das regras operacionais a serem estabelecidas. Como acessar compras públicas? A lei também amplia as possibilidades de participação dos MEI em contratações governamentais e prevê mecanismos para facilitar o acesso às compras públicas. A iniciativa busca aproximar pequenos empreendedores dos órgãos públicos compradores, inclusive por meio de plataformas como o Contrata+Brasil. Os limites financeiros e os procedimentos aplicáveis variam conforme a modalidade de contratação. Por isso, o empreendedor deverá consultar os editais e as regras vigentes antes de apresentar uma proposta. 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